As estratégias de Sócrates (pt)

2007/February/14, by Roberto Gorjão | ler este artigo em Português

I’m sorry… There is no English version of this article.

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3 Responses to “As estratégias de Sócrates (pt)”

  1. António Ferrão at February 14th, 2007 at 16:12 :

    Tal como para Marcelo Rebelo de Sousa é menos doloroso conceder a derrota a um opositor político de peso do que aceitar que foi simplesmente incapaz de sensibilizar a opinião pública para a sua convicção, para Sócrates é importante limpar a imagem da responsabilidade do PS no atraso de pelo menos oito anos do fim da legislação favorável aos abortos clandestinos. E assim, uma força política que teve um comportamento titubeante e acabou a reboque da vontade popular, por idênticas manigâncias intelectuais, pretende apresentar-se agota como o campeão da mudança, pelos vistos, com tamanha falta de jeito que ainda nos arriscamos a deitar tudo a perder. Haja pachorra.

  2. aquela que te conhece como ninguém at February 14th, 2007 at 16:21 :

    Excelente post! não podia estar mais de acordo.

  3. José Borges at February 14th, 2007 at 17:17 :

    Para alguém, como eu, que por ser contra o aborto (por o considerar uma chaga social), votou “SIM”, esta traição do governo é revoltante! Francamente, dei a minha anuencia à pergunta exposta neste referendo, com esperança de que o governo estava verdadeiramente empenhado em acolher uma problemática marginal, para em sociedade e em consciência, articular serviços de apoio e desenvolver soluções. Agora apresenta-nos um facilitismo nojento, que poderá minar definitivamente a evolução técnica de acções de apoio social, saúde reprodutiva e educação para a sexualidade, entre outros. Ainda é mais revoltante se soubermos que muitas mulheres abortam por medo (real ou imaginário), por pressão de terceiros, por falta de informação sobre metodos contraceptivos, pela mentalidade retrograda que impera nas famílias portuguesas, por falta de apoio afectivo ou financeiro, ou (em casos graves) por doenças mentais não tratadas. É perigoso não reservar a interrupção voluntária da gravidez a uma ponderação pessoal, consciente e informada.
    Não tenho receio de dizer que votei “SIM” a um mal necessário. Se desconfiasse que iriam banalizar este assunto em prol do economicismo e da demagogia, VOTARIA EM BRANCO. Já agora, que dizer de não haverem feito uma distinção, neste referendo entre votos em branco, abstenção e votos nulos? Não creio que numa democracia, um voto em branco seja inteiramente igual a uma abstenção…

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