Breves sobre as declarações da ministra (pt)

2006/June/16, by Roberto Gorjão | ler este artigo em Português

I’m sorry… There is no English version of this article.
Most of my English posts can probably be found in the Web Design related categories. The rest most likely wouldn’t be worth the time spent reading so you’re not missing much anyway! ;-)
Thanks for your interest!

3 Responses to “Breves sobre as declarações da ministra (pt)”

  1. António Daniel at July 8th, 2006 at 17:06 :

    Essa dos professores eleitores não me parece um bom argumento. Se me permite, vou um pouco mais longe. O Estado, como entidade à qual pretencemos, exige, para subsistir, uma existência acima dos interesses individuais, e deve ser olhado como uma entidade que exige respeito. Para este Estado se legitimar não precisa só de ser, também precisa de parecer. Feliz ou infelizmente, o Estado comanda a educação, controla a educação desde sempre com visível predomínio face a outros poderes. Neste sentido, é do interesse do Estado servir-se da educação para se promover. Aqui está o verdadeiro problema. Ao denegrir (apesar de considerar algumas medidas acertadas) e promover o insucesso do professor, promove também o insucesso do Estado. Caminhamos para uma situação nada positiva: o cidadão mais duvida do estado. Qual será o seu futuro?

  2. Roberto Gorjão at July 8th, 2006 at 17:30 :

    O seu argumento tem toda a pertinência e é absolutamente justo: o Estado perde credibilidade e força quando a Educação as perde. Todavia, os Governos não se identificam com o Estado e têm-se dele demarcado ardilosamente desde que pegou de moda culpar os executivos anteriores por todos os males nos assolam. O Governo tem-se procurado assumir como o redentor do Estado e as suas estratégias promocionais visam, como sabe, afastar críticas e responsabilidades, atribuindo-as a outros grupos e organizações, como seja o dos professores. Se o Estado se fragiliza nesse processo, o Governo não se importa pois crê sair reforçado. E pelos vistos, a julgar pelas sondagens divulgadas ontem pela Marktest, sai mesmo (!???), o que me deixa francamente desiludido e preocupado.

  3. António Daniel at July 10th, 2006 at 14:47 :

    Concordo. Sempre se viu a governação como luta de poderes e não como serviço. Caminhamos para uma situação que já se havia verficado em Inglaterra. Aqui os professores são uma classe empobrecida, auferindo salários muito abaixo das suas qualificações motivado, segundo creio pela ausência do que os economistas chamam de poder de escassez. Isto é, como houve uma massificação do ensino, houve também necessidade de formação de professores. Resultado: excedentes! Obviamente que, perante tal estado de coisas, os sucessivos governos, usufruiam de um poder de negociação muito maior que os professores, baixando consideravelmente as condições dos docentes. Perante isto, verificou-se um abandono generalizado de docentes do ensino público e a consequente proliferação de professores sem formação adequada. Só que eles têm os colégios… Eis o que se espera nos próximos anos. Tivemos há uns anos atrás uma oportunidade de ouro dos professores criarem a sua própria ordem. Se tal tivesse acontecido estariamos numa situação diferente…

Leave a Reply




XHTML tags allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>


Código de Barras do IBSN