I’m sorry… There is no English version of this article.
Most of my English posts can probably be found in the Web Design related categories. The rest most likely wouldn’t be worth the time spent reading so you’re not missing much anyway! ![]()
Thanks for your interest!

Apesar de ter sido um texto algo longo para o que estava a tentar dizer não deixo de valorizar as suas decisões/intenções perante o futuro deste blog.
Devo dizer que me encontro praticamente na mesma situação, pois também eu procuro dar um rumo mais certo e interessante para os meus blogues. Durante o dia de hoje estive mesmo a pensar sobre o que deveria fazer a eles e por ironia do destino o Roberto vem a escrever sobre o mesmo assunto.
De facto concordo plenamente quando diz e passo a citar “Pessoalmente, não gosto de blogues sem a possibilidade de comentar. Considero que essa é uma forma de negação daquele que é simultaneamente um dos princípios do blogar e uma das suas maiores valias”. De facto um blog é muito valioso pelo mero facto de se poder comentar. Ter um blog sem comentários ou cujos artigos não dêm aso a comentários é quase o mesmo que estar a falar perante uma parede branca e a contar-lhe porque é que ela é branca. Um exemplo estranho admito, mas penso que entendeu o que eu quiz dizer…
Um bom blog deve ser capaz de levantar assuntos e permitir reflexões, opiniões, desabafos… Um blog que conta historias não é um blog mas um diário ou um livro. Um blog é quase como um espaço de discussão em muitos casos. É um espaço de partilha de opinião, etc…
Irónico….Tendo em conta os blogues que tenho acho oportuno acabar afirmando “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço!”
hehe.
Comentário sobre “(In)definições…”(Por António Gorjão)
1 - Apesar da extensão deste comentário, continuo a julgar que os artigos (e comentários) em blogues devem ser curtos, para fomentarem procura frequente, principalmente se abertos a discussão. Aliás, é compreensível que um escritor ou um pensador sinta necessidade de escrever (quase) todos os dias; mas sobretudo para anotações sintéticas, que julgue interessantes e algumas das quais poderão ser mais tarde desenvolvidas ou não; mas nem sempre havendo proveito em deixar que outros delas se apropriem… Os textos mais longos, que requerem ponderado trabalho de reflexão prévia e elaboração (embora a escrita também ajude, e muito, a pensá-los), pelo tempo que ocupam têm de ser mais esporádicos (a não ser que o autor não tenha outras preocupações necessárias); e talvez só valham a pena, ou só tenham razão de ser em blogues, quando inseridos em secções (temáticas ou não) mais especializadas, ou se destinados a futuras recolhas. A ideia de mecanismo de selecção por categorias parece, pois, uma boa opção.
2 - Seja qual for o caminho que venham a seguir as opções nele anunciadas, esse parece-me um excelente artigo e um rico projecto de intenções. Temo, no entanto, pelo tempo útil que ele requererá; e pelo carácter viciante de qualquer blogue e do uso demasiado assíduo dos meios informáticos… Assim como duvido que a motivação pela mencionada indignação seja uma possível boa conselheira (embora a compreeenda, e todos a ela cedamos com alguma frequência, principalmente face ao estado de coisas deste Mundo e, particularmente, deste País)… Por outro lado, se as discussões podem ser enriquecedoras, elas também fazem perder muito tempo, como se vê pelo caso presente (deste comentário)…
3 - (Quanto ao tema da religião:)
Já no Séc. XIII, alguns chamados “averroístas latinos” (que não eram ateus) entendiam que a religião era apenas um modo imperfeito de guiar multidões e de procura da verdade para os incapazes de conhecimento científico (cf. N. Abbagnano, HISTÓRIA DA FILISOFIA, vol. IV, pp.62-3 ) - mas acreditavam que, por isso, ela tinha uma função útil, embora não comparável à da razão científica. E, se calhar, teve, numa época de profunda e generalizada ignorãncia - embora também contribuísse para fazer perdurar essa ignorãncia e tenha cometido verdadeiros crimes para a sua própria defesa. Talvez o facto de ainda subsistirem os fanatismos religiosos revele bem como a “Idade Média” ainda não acabou - e talvez ainda nem estejamos no anunciado ou entrevisto Pré-Renascimento (dos Sécs. XIII e XIV)… E não sei, portanto, se os apregoados “racionalismo” ou empírico-racionalismo e pragmatismo ecléctico actuais permitem que sejam de todo dispensadas já (para as “massas”) as funções mais esclarecidas e moderadoras que algumas religiões podem ainda desempenhar; inadmissíveis são as práticas monolíticas, intolerantes e totalitárias que elas ainda advogam e mantêm; e essas têm de ser claramente denunciadas e combatidas pelos laicos mais conscientes e pelos legítimos poderes políticos, de forma moderada mas firme e, sobretudo, através da ciência e da razão (sob pena de o combate só suscitar maiores exacerbamentos e pias vitimizações) e por uma decidida separação entre igrejas e Estado. Mas a única via eficaz e que levará ao natural desaparecimento das religiões é a de uma generalizada Educação esclarecida e esclarecedora, que cabe aos Estados assegurarem e que ainda está longe de garantida (até em razão do subsistente espírito religioso da maioria das famílias e dos docentes). Assim, enquanto não se possa assegurar essa Educação esclarecedora (que não se consegue a curto prazo), creio que só nos resta continuar a fomentá-la empenhadamente, pelos meios escolares formais, pelos diversos meios de difusão cultural (ainda demasiado alienados) e mesmo nos convívios quotidianos (na medida em que oportuno); e continuar aceitando um papel auxiliar (supletivo ou subsidiário) das comunidades religiosas moderadas, se bem que o reduzindo progressivamente - como naturalmente acontecerá… Embora o lamente, não me parece que haja outro meio viável. - A menos que, a breve trecho (como parece), as religiões tradicionais venham a ser substituídas - ou destronadas (será a palavra) - pelas novas religiões do futebol, do consumo, do dinheiro, dos partidos políticos ou das telenovelas, “música”, revistas e “literatura” pirosas… Mas serão estas melhores?? O melhor é irmos combatendo-as também e desde já, pelos mesmos meios que às religiões clássicas! Mas é uma guerra a muito longo prazo…
4 - Um abraço. E a promessa de não voltar tão cedo ou de nunca mais nos alongarmos tanto…
Funchal, 12 de Junho de 2006
curto é bom:)
comentar tb:)