
Em 1946 a revista TIME publicava um artigo sobre a situação em Portugal. Nele se descrevia o país como “uma terra melancólica de gente empobrecida, confusa e assustada”. Já a Salazar era aplicada a lei política proposta por Lord Acton: “O poder tende a corromper; o poder absoluto corrompe absolutamente”. Na capa, a maçã podre, ao lado da imagem de Salazar traduzia simbolicamente a mensagem…
62 anos depois Salazar encontra ainda herdeiros e almas gémeas. Quanto ao país, mudou, de facto, mas não deixam de ser notáveis os pontos de contacto. Talvez as gentes já não sejam tão assustadas mas, “por detrás da brilhante aparência exterior de sucesso, a decadência avança em Portugal”… ainda.

“A História é cíclica.”…e a humanidade já cá anda há tempo suficiente para antecipar perante um determinado quadro, o efeito a curto, médio ou longo prazo que irá inexoravelmente revelar-se, mediante a coexistência de certos factores. Por isso amigo, a nossa nação vai a tempo de uma genuflexão contrita num “mea culpa” de mão ao peito, que permita de uma vez por todas ao Português considerar-se merecedor do “Ipiranga” libertador do jugo judaico- Cristão.
A questão a colocar é: estamos “nós” em condições de nos libertarmos da figura do “pai”, estado tutelar, dirigente disciplinador com inevitáveis tiques autoritários?
Realmente parece que em Portugal nada muda para melhor.
Cumprimentos. Gosto deste blogue, mas eu não tenho
capacidade para ter um do género. Os meus conhecimentos sde
informática são escassos.